Meu desafio sempre foi o foco, a concentração. Li uma coisinha de Freud que dizia já em 1900 que tudo ficaria mais estimulado, depois coloco o trecho aqui. Senti alívio, pensei que aí então, eu seria uma coroa mais feliz onde todos estariam super estimulados e num senso de coletividade louca e fugaz eu poderia me distrair com o mosquito que passa, com minha própria mente que lembra de tanto e ainda teima em descobrir mais um monte. Na época dos blogs, anos 2005 em diante, fiz o meu porque escrever pra mim era “if it doesn´t come bursting out of you” fala de Bukowski sobre a necessidade de escrever, traduzido livremente “a menos que saia explodindo de dentro de você”, não escreva, e eu sou isso aí, explodo intensamente na minha escrita pra não explodir na vida. Antes dos blogs sempre escrevi mas não vou cansar ninguém porque tá bursting, tá explodindo aqui um monte de memórias, de narrativas que foi colhendo e sem dó nem piedade da minha própria vergonha deixo a primeira pessoa e as outras tantas que coabitam, falar e dizer o que tá por aí rondando.
Porém, vendo o Homem
Que as moscas não davam conta de iluminar o
Silêncio das coisas anônimas —
Passaram essa tarefa para os poetas.



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